Vários trabalhos foram feitos visando avaliar se a reciclagem do gesso é viável, em relação as propriedades do material e à viabilidade econômica do processo; outros com o objetivo de desenvolver uma metodologia econômica e tecnicamente viável para reciclar o resíduo de gesso produzido em obras civis. Neste artigo apresentaremos apenas uma introdução ao tema e sugerimos que o leitor visite os sites sugeridos. Agradecemos à Profª Drª Gladis Camarini pela orientação e apresentação do material.

A sustentabilidade na indústria da construção civil está diretamente ligada à reciclagem dos resíduos produzidos, que sempre foi um tópico de grande preocupação das autoridades e profissionais envolvidos na área. Tratando-se do gesso, que é um material proeminente na construção brasileira, é interessante reaproveitar o rejeito visto que as maiores reservas de matéria-prima não se encontram próximas dos centros consumidores.

O trabalho a seguir foi feito por Karina Akemi Iwasaki e orientado pela Profª Drª Gladis Camarini

Introdução

O gesso, sulfato de cálcio hemidratado (CaSO4 .1/2H2O), para a construção civil é um aglomerante inorgânico cujas propriedades permitem  ótimos acabamentos além de rápido endurecimento, gerando alta produtividade sem aditivos ou tratamentos térmicos. O uso crescente do gesso nas obras faz com que ocorra um aumento na geração do resíduo, que somente na cidade de São Paulo chega a 120.000 toneladas por ano. Parte da mão-de-obra não é especializada, causando uma média de desperdício maior que 45% do material que entra na obra. Neste sentido, a busca por novas tecnologias que permitam a minimização dos mesmos e a preservação do meio ambiente torna – se prior idade, tal como estabelece a resolução nº 3 07  do  CONAMA.

Objetivos

Este trabalho pretendeu desenvolver uma metodologia econômica e tecnicamente viável para reciclar o resíduo de gesso produzido em obras civis, analisando a influência das temperaturas de calcinação e da água de amassamento.

Metodologia

Materiais: Gesso Comercial Hidratado.

Reciclagem: O resíduo de gesso foi moído e calcinado em forno elétrico

de aquecimento indireto, durante uma hora a temperatura de 150 °C.

Homogeneização: O gesso reciclado foi homogeneizado a fim de se obter uma uniformidade na qualidade do material calcinado.

O pó de gesso reciclado possui um módulo de finura menor, o que significa que possui grãos menores do que o pó de gesso comercial, condizendo em massas unitária e específica menores e superfície específica maior.

Nas propriedades físicas e mecânicas da pasta no estado endurecido, embora se note resultados que destoam dos demais, em quase todos os momentos o gesso reciclado possui resistências à tração e à compressão, e dureza superficial maiores que o gesso do mercado.

A Permeabilidade ao ar é maior tanto para o gesso reciclado, provavelmente por este possuir grão menores o que aumenta o número de vazios, como para o acréscimo de água à pasta na maioria dos casos.

Conclusão

A pasta de gesso reciclado no estado fresco apresentou uma grande perda na plasticidade, seu endurecimento é muito rápido e possui menor capacidade de adensamento quando comparado com gesso comercial. No entanto, as propriedades no estado endurecido atingiram valores maiores de resistências, muito embora seja mais poroso e possa sofrer mais com a exposição à umidade. Deste modo, foi constatado, que mesmo com perdas de trabalhabilidade, característica que talvez possa ser resolvida com algum aditivo que aumente a fluidez desta pasta, é viável reciclar o resíduo de gesso proveniente de reformas, demolições ou perda de aplicação na construção civil, pois o produto final opera de modo semelhante ao material encontrado no mercado.

As pesquisas de reciclagem de gesso na UNICAMP citadas neste artigo são orientadas pela Profª Drª Gladis Camarini professora associada da Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Departamento de Arquitetura e Construção. Membro do Instituto Brasileiro do Concreto (IBRACON). Assessora ad-hoc do CNPq, da FAPESP, do FAEPEX-Unicamp.

Para saber mais sobre o assunto:

http://www.bibliotecadigital.unicamp.br

http://www.ipen.br/biblioteca/cd/ictr/2004/ARQUIVOS%20PDF/02/02-030.pdf

http://www.prp.unicamp.br/pibic/congressos/xviiicongresso/paineis/085909.pdf

 

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